Não me levem a mal, eu não gosto de pisar calos nem desgosto do Pinto da Costa. E para além da caridade, sei também que promove a escolaridade mínima dos seus jogadores mais jovens e está sempre a par dos seus resultados. Mas o facto do português não ser ponderado ou imparcial parece-me - neste e só neste caso - conveniente, pois não resta margem de dúvida quanto à cor do coração de Pinto da Costa e, se alguma vez se candidatasse a alguma presidência da Câmara, seria certamente à do Porto.
Os portugueses estão já habituados a verem personalidades no poder com o rabo preso, literalmente, à justiça. O crescendo de processos não parou no "apito dourado" e se prescrevem processos é porque os mesmos crimes que os sustentam são actos continuados.
Isto não se prende com Pinto da Costa, Rui Rio ou Luís Filipe Menezes, prende-se com todos aqueles que fazem da Ideia de Politica uma Ideia suja, tão longe de verdadeiramente servir os seus propósitos, tão longe de servir o povo para o bem do povo, prende-se com todos aqueles que usam a Politica como meio de promoção e enriquecimento pessoal.
Não precisamos esgravatar nas Câmaras ou no Ministério de Justiça para encontrar situações do género, encobertas ou camufladas. As Juntas de Freguesia são amiúde apresentadas nos
Sindicatos como exemplos de despotismo, onde os seus presidentes e demais responsáveis institucionalizam a cultura do medo junto dos trabalhadores em plena luz do dia.
Não é um homem que faz a diferença, são vários. E se a união faz a força e está historicamente provado que isto não é um mero adágio popular, por que razão não nos unimos?
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